6 de set de 2010

Consciência de vida


Nossa vida é tão curta e frágil que se tivéssemos consciência do quanto ela realmente é efêmera, pensaríamos melhor antes de jogar fora oportunidades que nos surgem de sermos felizes, assim como partilhar essa felicidade. Nos entristecemos por fatos sem importância, perdemos minutos e horas preciosos, dias, e às vezes anos remoendo mágoas ou estagnados, deixando de crescer interiormente. Quantas vezes nos calamos quando deveríamos falar e falamos o que não devíamos ao invés de aprender com o beneficio do silencio?

Deixamos de usufruir carinhos sinceros, amores verdadeiros, abraços apertados e sorrisos espontâneos... Deixamos de dizer o quanto amamos alguém, seja amigo ou parente porque achamos que o outro sabe o que sentimos. Colocamos mesmo sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam. Nos esquecemos que muitas vezes o que nos separa e aflige nossos corações não é uma eventual distância, mas sim a indiferença...e assim criamos distâncias mesmo estando próximos. A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento...

Nos sensibilizamos com o que acontece no mundo, mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa, na nossa família, em nossa vida. Nos habituamos tanto com as pessoas de nosso convívio que passamos a não mais notá-las, e deixamos de dar sua merecida e real importância...

Nossa vida é como uma linda e frágil flor , que pode ser colhida a qualquer momento ou permitir que possa florir no esplendor de sua beleza, com o vento levando as pétalas lentamente, para depois tranqüila transformar-se em semente. Este seria um ciclo de vida normal, onde as pétalas seriam os anos vividos e as sementes o bem que plantamos. Porém nunca poderemos prever se nosso ciclo de vida será completo ou se será como o de algumas flores, arrancadas ainda em botão. Pensamos as vezes que seremos eternos aqui nesta terra e nos descuidamos das pessoas ao nosso redor e principalmente de nós mesmos. Assim, os dias passam e não notamos o Sol da vida, apenas a escuridão da noite e continuamos enclausurados dentro de nós. Passamos pela vida, mas não vivemos em toda sua plenitude.

Quantas vezes nos consumimos, reclamando do que não temos, comparando nossa vida com a de outro que achamos estar melhor e que tem maior sorte? Colocamos a culpa em tudo que se possa imaginar e não percebemos que estamos julgando sempre o pior de nossas vidas.

A insatisfação e revolta nos impedem de perceber que a felicidade não é a ausência do conflito, mas sim a habilidade de saber lidar com ele...

Esta é a grande diferença, nunca é muito tarde para apreciar as flores de nosso jardim e tratá-las com carinho, trabalhar nosso crescimento interior, valorizar nossas qualidades, agradecer a oportunidade do grande milagre da vida, que mesmo sendo frágil e efêmera esta dentro de nós, e pode se tornar extremamente fortalecida através do amor.

Viva intensamente... Se quisermos transformar o mundo, devemos começar por transformar a nós mesmos...

Autor desconhecido

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