26 de mai de 2012

Nada é por Acaso

“Você ultimamente perdeu algo em torno do qual seu coração tinha entrelaçado todos seus tentáculos? Descobrirá que existe uma boa razão para essa privação.
O Senhor nos tira sempre alguma benção de prata, com a intenção de dar-nos um benefício de ouro. Podem estar certos de que Ele lhes dará ferro em vez de madeira, e substituirá o ferro com bronze, e em vez de bronze, prata, e em lugar de prata, lhes proporcionará ouro.
Tudo o que o Senhor tira não é senão algo preliminar para uma dádiva maior. Você perdeu seu filho? Que isso importaria se descobre que seu Senhor é mais amoroso que nunca?
Um sorriso de seu Senhor será melhor para você que todas as alegres brincadeiras de seu filho. Não é melhor Ele para você que dez filhos? Ou, perdeu seu familiar e companheiro que o alegrava ao longo do vale da vida?
Graças a essa perda, você será agora conduzido a estar mais próximo de seu Salvador. Suas promessas serão mais doces para você, e o Bendito Espírito lhe revelará Sua verdade com maior claridade. Por fim sairá ganhando com sua perda.”
 
Charles Spurgeon

19 de mai de 2012

A Loja do Ferreiro

          Na loja de um ferreiro existem três tipos de ferramentas. Na pilha de lixo existem ferramentas: ultrapassadas, quebradas, sem corte,enferrujadas. Elas são colocadas num canto, cobertas por teias de aranha, sem uso para o seu mestre e suas utilidades são esquecidas.
           Na bigorna existem ferramentas: derretidas,fundidas, moldáveis, alteráveis. Elas ficam na bigorna, sendo modeladas pelo seu mestre, aceitando o seu desígnio. Existem ferramentas de muita utilidade: afiadas,preparadas, definidas, movíveis.
            Elas ficam prontas na caixa de ferramentas do ferreiro, disponíveis para o seu mestre, cumprindo o seu desígnio. algumas pessoas ficam sem uso: vidas quebradas,desperdiçando talentos, fogo apagado, sonhos destruídos. Elas são rendidas como os fragmentos de ferro, em desesperada necessidade de reparos, sem noção de propósito. Outras ficam na bigorna:corações abertos, famintos para mudar, ferimentos sendo curados, visões tornando-se claras. Elas dão boas-vindas às dolorosas pancadas do martelo do  ferreiro, desejando serem refeitas, suplicando para serem utilizadas.Outras repousam nas mãos do seu Mestre: bem-sintonizadas, determinadas, polidas, produtivas.
             Elas respondem de antemão ao seu Mestre, sem pedir nada, entregando tudo.
           Todos nós nos encontramos em algum lugar da loja do ferreiro ou nós estamos na pilha (monte) de fragmentos, ou na bigorna das mãos do Mestre, ou na caixa de ferramentas. O Mestre é DEus!

Retirado do Livro " Moldado por Deus" MAX LUCADO

17 de mai de 2012

AS ESTAÇÕES DA VIDA

Cada estação do ano tem suas características bem específicas. O outono é a estação dos ventos fortes e das folhas que caem. É a vida que se renova. O inverno é a estação das chuvas fortes, do frio e da pouca luz. É a vida que se retrai. Na primavera, as cores revestem a natureza de uma beleza rara. É a esperança que desponta. E no verão, o brilho do sol e a força da luz exaltam a criação. É a vida em plenitude.

É interessante como a natureza conhece as suas estações e compreende a linguagem de cada uma delas. As estações do ano revelam a beleza presente na harmonia dos contrastes.

Tal como a natureza, a vida humana tem as suas estações. Nossa existência precisa ser compreendida, também, a partir dos seus contrastes. Perdas e danos; frio e calor; escuridão e brilho, fazem parte das múltiplas facetas da vida que se renova, que se refaz, e que triunfa vitoriosa, ainda que, de tempos em tempos, conheça a dor, as derrotas e o sofrimento. São as estações da vida, como momentos, necessários, da nossa existência.

Muitas vezes os ventos do outono sopram fortes contra nós, e, quais folhas, nossos sonhos vão embora, ao sabor dos ventos. Parece até que a vida vai sendo despedaçada e tudo vai desmoronar. São os ventos das grandes provações. Eles vêem em forma de enfermidades, lutos, perdas e desencantos. Embora seja a estação das folhas que caem, o outono é também o momento que a vida se renova. A Bíblia diz: "Depois da tempestade vem a bonança". Suportar o outono é renovar-se para a vitória.

Não é difícil perceber a chegada do inverno. O frio e a escuridão entristecem a alma. O coração reclama de uma lareira e um cobertor. É a estação da solidão, dos questionamentos profundos, de agudas crises existenciais. Tudo parece escuro ao nosso redor. Queremos algo que nos aqueça a alma e alguém que nos escute o coração. Mas, o inverno não dura para sempre! A Bíblia também afirma: "O pranto pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer".

Quando tudo parece perdido, e pensamos não haver mais saídas, a semente começa a brotar. Nasce no coração uma esperança. É a vida que ressurge na força dos sonhos e, com eles, a existência se reveste de cores, outra vez. É a primavera chegando, trazendo a beleza que pensávamos perdida. Tudo parece se revestir de um novo sentido, como um poema de rara beleza.

No tempo certo, o sol volta a brilhar. É o verão que está chegando e com ele a luz que amplia a nossa visão, o calor que aquece nossos sonhos, e a força para resistirmos aos ventos fortes da dor. É a vida que triunfa. É a vitória, afinal. A Escritura Sagrada proclama Deus como o Sol da Justiça; e Jesus Cristo como a Luz da vida. Por isso, o verão é a estação da vida e da luz.

Seja qual for a estação pela qual você esteja passando, confie sempre em Deus, pois Ele é o Senhor da natureza e da vida. Seu poder é maior que a força dos ventos; sua presença embeleza a vida; seu Espírito aquece nossa alma e a Sua Palavra ilumina nosso caminho. Sejam quais forem, as circunstâncias, Ele tem poder para mudar o tempo e as estações.
 
Texto retirado do blog Mig e meg

9 de mai de 2012

Solilóquio, uma conversa no espelho

A marca distintiva da sociedade contemporânea é a superficialidade. Somos rasos em nossas avaliações. Falta-nos reflexão. Falta-nos introspeção. Estamos atarefados demais e cansados demais para examinarmo-nos a nós mesmos. Corremos atrás de coisas e perdemos relacionamentos. Sacrificamos no altar das coisas urgentes, as coisas que de fato são importantes. Como muito bem afirmou George Carlin, num artigo sobre o paradoxo do nosso tempo: “Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. 
Falamos demais, amamos raramente e odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à lua, mas temos dificuldade de cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço sideral, mas não o nosso próprio espaço. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do fast-food e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados”.

Solilóquio é conversar consigo mesmo. É olhar nos olhos daquele que vemos no espelho e enfrentá-lo sem subterfúgios. É entrar pelos corredores da alma e não escapar pelas vielas laterais. É lidar com o nosso mais difícil interlocutor. É falar com o nosso mais exigente ouvinte. A introspecção, porém, é uma viagem difícil de fazer. Olhar para dentro é mais difícil do que olhar para fora. É mais fácil falar para uma multidão do que conversar com a nossa própria alma. É mais fácil exortar os outros do que corrigir a nós mesmo. É mais fácil consolar os aflitos, do que encorajar-nos a nós mesmos. É mais fácil subir ao palco e pregar para um vasto auditório do que conversar com aquele que vemos diante do espelho.

O salmista, certa feita, estava muito triste e percebeu que precisava endereçar sua voz não para fora, mas para dentro. Então disse: “Por que estás abatida ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 42.11). É preciso dizer à nossa alma que a tristeza não vai durar para sempre. Devemos levantar nossos olhos e saber que Deus está no controle da situação, ainda que agora isso não seja percebido pelos nossos sentidos. Devemos proclamar, em alto e bom som para nós mesmos, que o louvor e não o gemido; a alegria e não o choro é que nos esperam pela frente. Não nos alarmemos com nossas angústias; consolemo-nos com as promessas de Deus.

Não basta reflexão, é preciso introspecção. Não basta falarmos aos outros, precisamos falar a nós mesmos. Não basta lançarmos mão do diálogo, precisamos de solilóquio. O salmista, disse certa feita: “Volta minha alma ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo” (Sl 116.7). Muitas vezes, ficamos desassossegados, quando deveríamos estar em paz. Curtimos uma grande dor na alma, quando deveríamos estar experimentando um bendito refrigério. E por que? Porque deixamos de pregar para nós mesmos. Deixamos de exortar nossa própria alma. Deixamos de fazer viagens rumo ao nosso interior. Deixamos de conversar diante do espelho. Deixamos o solilóquio. É preciso alertar, entretanto, que o solilóquio só é saudável, quando estamos na presença de Deus, quando nossa esperança está em Deus, quando encontramos em Deus nosso refúgio e fortaleza, quando podemos dizer como o salmista: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu”.

(Texto enviado por email )

Hernandes Dias Lopes

5 de mai de 2012

O cristão

Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos...
Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro;  esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento. ( A W Tozer).

1 de mai de 2012

Esperando contra a Esperança


Talvez você esteja vivendo um momento em que tudo esteja parecendo contrário ao que Deus lhe prometeu, e sinta-se como Abraão, literalmente esperando contra a esperança, porque suas limitações físicas, emocionais, intelectuais, financeiras, dizem não ao que o Senhor revelou. Quem sabe, identifique-se mais com José. Deus lhe deu sonhos maravilhosos, mas, ao acordar, viu-se diante de uma realidade que é um pesadelo. Você foi traído por quem confiava, jogado em uma “cova”, ficou “vendido” diante do opressor. Ainda foi caluniado, e agora se sente preso a uma situação terrível, enquanto se pergunta: “O que fiz para merecer isso? Quando vou sair daqui? Deus se esqueceu de mim? Entendi direito o que Ele prometeu?” Ou ainda, como Moisés, talvez você tenha nascido sob um decreto de morte. Sua vida foi preservada por Deus, mas você foi criado no mundo, na casa do inimigo. Depois que cresceu, conheceu a verdade sobre Jesus, saiu do “Egito”, e anseia pelo dia em que verá os seus também libertos. Mas, por enquanto, tudo que vê é um deserto. Você pensa que Deus se esqueceu de você e de seu povo ou sente-se impotente diante do chamado dEle: “ide e pregai boas novas aos mansos, restaurai os contritos de coração, proclamai liberdade aos cativos e abertura de prisão aos presos; anunciai o ano aceitável do Senhor; os sinais seguirão os que crêem”.

Quando pensamos em como Deus preparou Moisés, José e Abraão, e como agiu através deles, percebemos que o Senhor tem meios estranhos para realizar suas infalíveis promessas. Quem pensaria que esses três heróis da fé estavam sendo preparados para vitória com uma sucessão de aparentes derrotas? Ah, a olaria de Deus! Como os sofrimentos foram necessários para dar a eles a estrutura de que precisavam para cumprir os propósitos divinos, abençoar outros e não perder a bênção que lhes estava destinada!
Gostamos de sentir que temos o controle da situação, de saber o que nos espera, para agirmos a respeito. Temos medo de sermos levados para onde não queremos, porque não compreendemos os propósitos eternos de Deus. Isso é o que mais assusta no cristianismo. Todas as convenções contrariadas, a gente seguindo na contra-mão do mundo. Ao mesmo tempo, a voz de Deus dentro de nós dizendo que estamos no caminho certo, que veremos o desejo do nosso coração realizado e ficaremos felizes, se tão somente obedecermos ao Deus nada convencional, que escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; as coisas fracas, para confundir as fortes; as coisas vis e as que não são, para confundir as que são (1 Co 1.27,28).


Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para conhecer o que nos é dado gratuitamente [...] o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido (1 Co 2.12,15). Então, apesar das circunstâncias, apesar da dor, das dificuldades ouça a voz de Deus a dizer: “Vou realizar seu sonho, apesar dos seus tropeços, das suas limitações, da inveja dos irmãos, das covas, dos inimigos, das tentações, das prisões. A despeito de corações endurecidos, de você sofrer vendo seu povo aflito, de haver um mar à frente, depois um deserto a atravessar e tantos inimigos, você vencerá e conquistará a promessa. Você possuirá o que é seu por herança, porque Eu, por graça, já possibilitei tudo”.


Enquanto você se pergunta “onde está o meu riso?”, saiba que o que lhe for dado por Deus não poderá ser tirado, que Ele é o Deus que vivifica os mortos e chama a existência as coisas que não são como se já fossem (Rm 4.17). Quem sabe a seu respeito também poderá ser dito: o qual, em esperança, creu contra a esperança, e isso lhe foi imputado como justiça, e não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus; e estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para fazer. Pelo que isso lhe foi também imputado como justiça (vv.18, 20,21). Jesus é a garantia da sua vitória. Ouça o que Ele diz: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus (Jo 11.40). Creia, irmão, e você verá que Deus é fiel e cumpre todas as suas promessas por Cristo Jesus!
(Texto: Patricia Nunan)